sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

21

 
Holy shit.
Infância passada em solidão. Livros, musica classica, ah, Mozart, Beethoven, Lizst.  Apanhei tanto por nada que meus braços ainda não melhoraram. " estou cansada da sua fraqueza mental e física" 21. mas o meu braço quebrado foi aos 11.
Na infância aprendi a observar, uma coisa que me incomoda até hoje, nada escapa aos meus olhos, e a maioria me magoa pelo menos por agora.
A solidão foi compartilhada algumas boas vezes. Consegue achar alguém oposto a você, mas tão igual? Thanks Mitch. 
A vida me mostrou mais tarde que por mais que eu não estivesse perdendo nada, eu estava perdendo. Pequenas paixonites massacradas pela imbebilidade deles. Acreditava que eu era assexuada. Pois é, pois é. Perdi  tesão pela vida, pelos corpos delas. Naquela época, eu custava a acreditar que eu ia chorar por alguém um dia. cá estou eu. Isso me rende bons textos pra esse blog.
Pequenas decepções com o ser humano, a tentativa falha de socializar me fez ficar mais observadora. 
Não fode vida, eu sei que eu podia ter feito muito mais, ainda preciso perder aqueles kilos, estudar mais o meu inglês e o espanhol e logo menos o italiano.
Escola é o terror pra gente assim. Ainda bem que acabou e eu mal arrumei meu cabelo pra ir pra lá. 
Fabricio. Me mostrou que era preciso viver mesmo que de mentira.
As brigas com a progenitora não cessaram,mas eu me libertei disso. Acho que agora eu vou conseguir me libertar de muita coisa, afinal, ta na hora.
Interações sexuais, amorosas, musicais, aguçadas, fingidas, deliberadas.
Mente, Corpo, Alma
cilada.